Como montar seu Portfólio de Games

by Bugan 0 Comments
Como montar seu Portfólio de Games

Na segunda-feira da semana passada aconteceu o evento GDBR aqui em São Paulo, com a presença de figuras importantes da industria de jogos que foram la falar um pouco sobre como foi a GDC 2017 e quais as vantagens de se participar de uma feira internacional desse tamanho.  A conversa com os desenvolvedores foi produtiva, mostrando um pouco dos caminhos que cada empresa percorreu e o que eles vêem para o futuro da industria.

Ao mesmo tempo a plateia era composta por diversos desenvolvedores com diferentes background e experiências. E depois que a palestra terminou o publico pode interagir mais diretamente com os participantes, fazendo perguntas e mostrando seus próprios jogos. Nesse momento, em uma das rodas de conversa um programador lançou a seguinte pergunta:

“Qual a melhor maneira de desenvolver meu portfólio para apresentar para as empresas?”

Entramos nessa discussão por um tempo, mas isso ficou na minha cabeça. Afinal essa é uma duvida que eu tinha quando estava entrando no mercado de trabalho. Imagino que, como eu, muitos desenvolvedores tenham essa duvida de como mostrar seus trabalhos para as empresas. Afinal, qual é a melhor abordagem?

Ter uma série de pequenas demos de diversas mecânicas ou um jogo completo e bem finalizado?

Gostaria de deixar claro que eu vou falar do meu ponto de vista, ou seja de um programador, assim é provável que oque eu disser aqui não servirá para artistas, músicos e outros profissionais que querem entrar na área de jogos.

 

Antes de tudo tenha em mente que o que você colocar em seu portfólio irá mostrar para as empresas não só o que você sabe fazer, mas também para qual área você quer dirigir sua carreira. Ou seja, se eu colocar vários jogos multiplayer e aplicações que utilizam servidores é provável que eu seja contratado para uma vaga de backend e não para uma vaga de programação de gameplay ou interfaces. Isso vale para qualquer área de atuação, então se um artista só coloca PixelArt em seu portfólio ele dificilmente irá ser contratado para uma vaga de 3D.

Pensando nisso, mesmo que você saiba atuar em diversas áreas do desenvolvimento, pense onde que você quer chegar na sua carreira, antes de montar um portfólio. E não espere ser contratado para uma vaga de desenvolvimento Unity ou Unreal, se seu portfólio só tem jogos desenvolvidos em HTML5.

Diversas demos e nenhum jogo completo

Então vamos lá!

Eu imagino que essa seja a primeira versão do portfólio da maioria das pessoas, mesmo porque na faculdade eu dificilmente terminava um jogo. Durante a faculdade você tem diversas ideias e é o momento de experimentar coisas novas como linguagens, mecânicas, estilos artísticos e pela quantidade de trabalho que você tem para fazer em um semestre é complicado polir um jogo até o ponto que você fale que ele está terminado e possa virar um produto.

Se pensarmos assim é provável que ao mandar esse portfólio para um empresa ela imaginará que você tem pouca experiência e talvez não queira te contratar por isso. Tenha em mente, também, que se você já terminou a faculdade e tem 2 anos de mercado, porém todos os seu jogos são incompletos você parece desleixado e alguém que não cuida dos detalhes, ou ainda alguém que desiste facilmente dos projetos que começou.

Convenhamos que essa não é a melhor impressão do mundo para se deixar. Ainda mais se você pensar que a industria de jogos AAA não é conhecida pela experimentação de novas ideias e sim pelo polimento absurdo de ideias já consagradas. Não é a toa que ouvimos tantas reclamações de falta de inovação de grandes estúdios.

Um único jogo completo

Pensando desse jeito é realmente melhor você ter um jogo completo, bem montado e polido, sem bugs para mostrar seu trabalho. É ainda melhor se você estiver na faculdade, pois assim o grupo inteiro monta seu portfólio junto e aprende a trabalhar em equipe. Assim, todos da equipe tem algo para colocar no seu portfólio ainda que cada um foque em sua área.

  • O artista pode mostrar o processo de produção que ele utilizou.
  • O Programador pode ter todo o código documentado para poder apresentar de maneira fácil as técnicas que ele utilizou
  • O Game Designer pode mostrar o jogo completo e ter alguns Screenshots das partes que ele considera que foram mais desafiadoras para elaborar.

Outra vantagem dessa abordagem é que você tem uma melhor noção de como funcionam diversas partes do jogo e como os sistemas estão interligados. Na programação o gameplay, interface, load de assets e ferramentas desenvolvidas para o jogo são sistemas separados que precisam ser interligados de algum jeito. E é normalmente nessas junções entre diversos sistemas que a maioria dos programadores trava e bugs aparecem.

 

Agora que você já tem uma noção de como montar seu portfólio, porque não procura uma equipe para começar? Mostre esse texto para seus colegas de faculdade e criem um jogo juntos. Todo mundo sai ganhando.

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